Entrevistas com Carlos Pronzato
Publicado por Fausto Junior em 01 Jul 2009 | sob: Notícias

Carlos Pronzato é um cineasta argentino que vive na Bahia e no mundo. Seus filmes revelam isso com clareza, e é muito bom para todos nós que seja assim. Seus filmes mostram (ou estão ligados às) insatisfações populares, melhor dizendo, humanas, diante das várias formas de tirania; que, afinal, é sempre a mesma. O bom da arte de Pronzato, no entanto, é que mesmo assim ele não perde a ternura e a poesia (”jamais!”), antigas armas de amor e de guerra. Nesta entrevista, falamos de cinema de autor, cinema comercial, leis de incentivo à cultura, América Latina e muito mais. O melhor a fazer é ler. Sigam em frente.
Vejam entrevista no site Bahia Notícias.
Neste sábado ele participa do Programa Aprovado, na Rede Bahia, canal 11, às 8:00h.
ENTREVISTA NO BLOG CAZZO
Diretor teatral, escritor, cineasta independente, e, agora, blogger [www.lamestizaaudiovisual.blogspot.com], Carlos Pronzato acredita num mundo melhor. E faz, e trabalha, e luta, a seu modo, para que este tal mundo aconteça com uma câmera na mão porque são seus ideais que guiam a câmera: Papeleras GO HOME! - contra as fábricas de celulose-“; “O Panelaço, a rebelião argentina”; “Bolívia, a guerra do gás”; “Bolívia, a guerra da água”; “Jallalla Bolívia, Evo Presidente!”; “A Rebelião dos Pinguins – estudantes secundaristas contra o sistema no Chile”; “Carabina M2, uma arma americana, Che na Bolívia”; “A Veracel no Abril Vermelho do MST”; “Maio Baiano”; “A Revolta do Buzú”; “Além do Jejum, as verdades do Velho Chico”; “Até Oxalá vai à guerra”; “Buscando a Salvador Allende”; “Fernando Lugo, de bispo a presidente do Paraguai“.
Assim como Verger, Carybé e Arto Lindsay, Carlos Pronzato é desses estrangeiros que não estranham, pelo contrário, se sentem em casa quando dentro da Bahia. Mas cumpre também um relevante papel navegando pelas veias da América Latina, sempre atento a tudo o que pulsa no combativo continente. Sujeito persistente, Pronzato retrata, em absoluto, a vida real, concreta, sem maquiagens, sem vestígio algum de tentativas espúrias de manipular o que deve e o que não deve ser visto.
É óbvio que toda e qualquer manifestação artística é o reflexo de quem a pratica. Mas Pronzato, documentarizando, não nos impõe a realidade, decerto, contrapõe a vida ideal que as novelas nos fascinam – os problemas resolvidos, a inexistência de conflitos sociais latentes, a consagração do amor puro – porque de sua lente capta episódios sem recortá-los, transformando seus documentários em crônicas audiovisuais, numa estonteante produção, um jornalismo ambulante e emergente na busca de contar o fato, fazê-lo imortal.
A aparente raiva tão comum no semblante desses seres inconformados não se desenha num traço sequer no rosto leve do cineasta. Pasmem, Carlos Pronzato sorri.
Veja entrevista completa em http://cazzoentrevista.blogspot.com/2009/06/carlos-pronzato-sorri.html
Veja participação de Pronzato no Programa Aprovado, na Rede Bahia, que teve a América Latina como tema: http://ibahia.globo.com/aprovado/videos.asp
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