Salvador é cenário para efervescência cinematográfica
Publicado por Fausto Junior em 08 Jun 2009 | sob: Notícias
As belezas naturais, a história, cultura e religião são temas de roteiros de longas e curtas que foram ou estão sendo rodados e/ou em fase de pré-produção na capital baiana. São o caso de “Capitães de Areia”, de Cecília Amado; “A Morte e a Morte de Quincas Berro D´Água”; de Sérgio Machado e o “Besouro”, de João Daniel Tikhomiroff.
No total, são 19 filmes que têm Salvador como cenário. Em fase de finalização, o filme “Jardim das Folhas Sagradas”, de Pola Ribeiro, já está inscrito no Festival de Cannes. Tem como cenário o Forte de Nossa Senhora do Monte do Carmo, mais conhecido como Forte do Barbalho. O forte também serviu de locação para as filmagens de “Capitães de Areia”, assim como a Rua do Paço, no Comércio e praias paradisíacas da orla marítima.
A “Morte e a Morte de Quincas Berro D´Água” foi gravado no Centro Histórico de Salvador, o maior conjunto colonial da América Latina-Patrimô nio Cultural da Humanidade.
Eterno cenário
O longa “Capitães de Areia” é tido pela produtora Solange Lima, presidente da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD), como o iniciador da nova fase de produção no país, através de uma co-produção dos estados da Bahia e Rio de Janeiro. Para ela é um projeto-piloto responsável pela implantação da indústria cinematográfica baiana. A proposta foi amplamente discutida, passando desde o Ministério da Cultura, através da Agência Nacional de Cinema (Ancine), até por debates referentes à indústria cinematográfica dentro e fora do Brasil.
Baseado na obra homônima de Jorge Amado, o filme traz como protagonistas 13 jovens atores selecionados em 25 Organizações Não-Governamentais (ONGs). Orçado em R$ 7 milhões, dos quais R$ 3 milhões ficarão na Bahia movimentando os setores hoteleiro, transporte, alimentação, cenotécnica, carpintaria, costura e o meio artístico, já que a maioria do elenco é baiana, além dos assistentes. “Capitães de Areia vai levar a imagem de Salvador para o mundo. Acreditamos neste modelo, já que a Bahia não está no eixo sul do país, para abertura das ações de políticas de investimento e fortalecimento do audiovisual” , destaca Solange Lima.
Salvador é cenário ainda para os filmes de ficção : “Estranhos”, de Paulo Alcântara; “Brasilianas”, de Oscar Santana; “O Homem que não Dormia”, de Edgar Navarro; “Pau Brasil”, de Fernando Belens; “Trampolim do Forte”, de João Rodrigo; “Revoada”, de José Humberto; “Velas ao Vento”, de Lula Wanderause; “Sabor de Primavera”, de Geraldo Moraes; “Perto do Céu”, de Renata Rezende, “Gavião, o Cangaceiro que Perdeu a Cabeça”, de Geraldo Sarno e “As Orfãs da Rainha”, de Elza Cataldo.
Até um filme de animação está sendo produzido na Bahia, como o “Fala Menino”, do ilustrador Luiz Augusto Gouveia e os documentários “Raul, o Início, o Fim e o Meio”, “Memórias do Candomblé” e “Tropicália-40 Anos”, de Francisco César Filho.
* A matéria esqueceu de incluir o longa de animação “Ritos de Passagem”, de Chico Liberato, vencedor do edital estadual de 2008 para apoio à produção de longa-metragem. E também não incluiu “Filhos de João – Admirável Mundo Novo Baiano”, documentário em longa-metragem dirigido por Henrique Dantas, além do documentário “Cuica de Santo Amaro - Ele, o Tal”, de Joel de Almeida e Josias Pires.
Vinte anos depois Salvador passa por uma efervescência cinematográfica só vivenciada nos tempos de Glauber Rocha. Um tributo aos 70 anos do cineasta, grande incentivador do Cinema Novo, e ao cinema baiano com a seleção de três de seus filmes, para o Los Angeles Brazilian Film Festival 2009: “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” e “Terra em Transe”, além de “Anabazys”, de Paloma Rocha, entraram na lista oficial dos filmes para o festival.
O cineasta baiano foi ainda tema de seminário proferido pelo professor americano Randal Johnson, um estudioso da obra do cineasta baiano e do diretor de fotografia de filmes como “Nights in Dodanthe”, “O Amor nos Tempos do Cólera”, “The Queen” e da minissérie “Maysa”, da Rede Globo, Afonso Beato. No mesmo festival houve ainda a Mostra Bahia Curtas-metragens com a exibição dos títulos “O Anjo Daltônico”, de Fábio Rocha; “Catálogo de Meninas”, de Caó Cruz Alves; “O Corneteiro Lopes”, de Lázaro Faria; “Dez Centavos”, de César Fernando de Oliveira; “E aí, Irmão?”, de Pedro Léo Martins e “Hansen Bahia”, de Joel de Almeida. “Vermelho Rubro do Céu da Boca”, de Sofia Federico; “Oriki”, de Jorge Alfredo e “Meio Poeta”, de Caco Monteiro, escolhido o melhor curta desta mostra, como informa Rosa Cayres, produtora do Projeto Bahia Film Commission, completam a mostra. A produtora, juntamente com o ator Caco Monteiro, participou do painel de discussão “Locações na Bahia”,quando falou sobre as locações, leis de incentivo ao audiovisual e a estrutura de apoio às produções internacionais na Bahia.
Publicado em 26/03/2009
www.secom.salvador.ba.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=15552&Itemid=42
Fonte:
SECOM - Secretaria da Comunicação - Prefeitura de Salvador
www.secom.salvador.ba.gov.br
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