Sexta, 8 de Maio de 2009
Arquivo Diário
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Publicado por Fausto Junior em 08 Mai 2009 | sob: Notícias
Reportagem exibida no programa Revista do Cinema Brasileiro sobre a produção do novo longa de Edgard Navarro, O Homem Que Não Dormia, filmado em Igatu, na Chapada Diamantina.
Veja o blog do filme: www.ohomemquenaodormia.blogspot.com
Publicado por Fausto Junior em 08 Mai 2009 | sob: Notícias
O Guarani, de Claudio Marques e Marília Hughes, foi o grande vencedor do 1º Festival do Júri Popular. Foram mais de 40 curtas exibidos em 14 cidades.
Vencedores do 1º Festival do Júri Popular 2009
Para a edição de 2010, que acontecerá em fevereiro novamente, as inscrições
serão abertas em agosto e se estenderão até novembro. Os planos são que 22
cidades participem no próximo ano.
MENÇÃO HONROSA:
Devido à constante ocorrência de expressivos índices em diversas categorias, mas, ainda sim, não alcançando vitória em nenhuma delas, a organização do festival decide conceder menção honrosa aos filmes MINAMI EM CLOSE UP, de Thiago Mendonça, SP, doc; e MUITO ALÉM DO CHUVEIRO de Poliana Paiva, RJ, doc.
MELHORES FILMES POR CIDADE:
Belém/PA: NO TEMPO DE MILTINHO, de André Weller, RJ, doc
Belo Horizonte/MG: TERRA, de Sávio Leite, MG, anim
Curitiba/PR: O GUARANI, de Cláudio Marques e Marília Hughes, BA, doc
Florianópolis/SC: QUE CAVAÇÃO É ESSA?, Estevão Garcia e Luiz Rocha Melo,RJ, fic
Fortaleza/CE: BLACKOUT, de Daniel Rezende, SP, fic
Goiânia/GO: TARABATARA, de Júlia Zakia, SP, doc
João Pessoa/PB: O GUARANI, de Cláudio Marques e Marília Hughes, BA, doc
Lençóis/BA: HIATO:, de Vladimir Seixas, RJ, doc
Palmas/TO: LOUCOS DE FUTEBOL, de Halder Gomes, CE, doc
Porto Alegre/RS: NO TEMPO DE MILTINHO*,* de André Weller, RJ, doc
Rio de Janeiro/RJ: QUE CAVAÇÃO É ESSA?, Estevão Garcia e Luiz Rocha Melo,RJ, fic
Salvador/BA: O GUARANI, de Cláudio Marques e Marília Hughes, BA, doc
São Paulo/SP: A MULHER BIÔNICA, de Armando Praça, CE, fic
Vitória/ES: TERRA, de Sávio Leite, MG, anim
RESULTADO GERAL:
Trilha Sonora: Daniel Potter, porCASA DE MÁQUINAS, de Daniel Herthel e Maria Leite, MG, anim
Melhor Atriz: Berta Zemel, por OS SAPATOS DE ARISTEU, de Luiz René Guerra,SP, fic
Melhor Ator: Wagner Moura, por BLACKOUT, de Daniel Rezende, SP, fic
Melhor Direção de Arte: Daniel Herthel e Maria Leite, por CASA DE MÁQUINAS, MG, anim
Melhor Montagem: Alê Abreu por PASSO, SP, anim/exp
Melhor Fotografia: Marcos Camargo, por CODA, SP, exp/anim *– Prêmio Kodak (5 latas Negativo 16mm)
Melhor Roteiro: André Weller por NO TEMPO DE MILTINHO, RJ, doc
Melhor Direção: André Weller por NO TEMPO DE MILTINHO, RJ, doc
Melhor Experimental: PASSO, de Alê Abreu, SP
Melhor Animação: TERRA, de Sávio Leite, MG
Melhor Documentário: NO TEMPO DE MILTINHO, de André Weller, RJ – Prêmio Porta Curtas Petrobras
Melhor Ficção: A GARRAFA DO DIABO, de Fernando Coimbra, SP
Grande Prêmio Festival do Júri Popular 2009: O GUARANI, de Cláudio Marques e Marília Hughes, BA, doc – Prêmio CTAv, Prêmio Estúdios Mega, Prêmio Rain e Prêmio Curta o Curta
Publicado por Fausto Junior em 08 Mai 2009 | sob: Notícias
Texto premiação do BÓI ARUÁ na Mostra do Filme Livre, Rio, CCBB.
“Uma das características do nosso evento que mais temos orgulho é dar visibilidade a filmes considerados antigos. Assim, tivemos a sorte de redescobrir uma pérola perdida em nossa cinematografia, o desenho animado “Boi Aruá” , de 1983, do artista plástico baiano Chico Liberato. E “Boi Aruá” é, simplesmente, o longa de animação mais brasileiro de todos os tempos. É claro que este tipo de afirmação, além de chavão, é sempre um risco. Até porque ninguém sabe 100% ao certo o que é ser brasileiro o que não é ruim, já que conclusões fecham novas possibilidades. E não vimos todos os desenhos animados brasileiros existentes pra falar isto com a devida segurança. Mas se pode dizer, com certeza, que há poucas obras parecidas com este filme em todo o planeta. Baseado no imaginário do sertanejo nordestino, “Boi Aruá” é muito mais do que uma simples e didática adaptação deste mundo, e sim uma transposição extremamente criativa desta cultura para o audiovisual. Com um traço típico dos desenhos de cordéis mas diferente da linha “em perfil” de J. Borges, em que o gênero ficou mais associado a identificação se torna imediata e já garante um diferencial. Como se isto não bastasse, a própria narrativa é peculiar, nada óbvia e com diálogos soltos, e fica completamente justificada dentro do mergulho mitológico desejado. A orquestração (de Ernst Widmer) acompanha a inventividade do contexto e, ao escutar a música de Elomar na segunda metade do filme, tudo faz sentido. Apesar da pouca obviedade, fica clara que é a história de um vaidoso e austero vaqueiro que cisma em capturar um boi selvagem. Aquilo se torna uma obsessão que diz muito sobre o personagem, comparável com a raiva do Capitão Ahab em pescar a sua Moby Dick. Nisso, tal touro se torna metamórfico, ora um simples animal, ora uma espécie de Exu, ora vira uma constelação, ora o próprio vaqueiro e assim vai. O mesmo acontece com o sertanejo. A animação em si não é das mais articuladas, porém isto se torna um outro elemento elogiável, pois combina ainda mais com o tom naïf ligado ao cordel. E dentro dos poucos recursos que o filme teve principalmente ao lembrar que esteve longe das facilidades digitais de hoje Chico esbanja em liberdade poética, seja repetindo elementos, seja com soluções bastante criativas. Exemplos: o cavalo que passa por barras preto-e-branco, causando uma ilusão de ótica; as caras e corpos das pessoas se metamorfoseando; um estranho diabo que passeia com uma mula-sem-cabeç a com a sua cara (!) etc. São muitas cenas assim que, para um apelo mais “pop”, podem ser lidas como “psicodélicas” ou mesmo “tropicalistas” , mas que, aos meus olhos leigos, trata-se de uma perfeita transposição de um universo bastante específico. Há muito mais o que se dizer sobre este filme tão peculiar, mas por ora deixo as surpresas para o espectador. Que caia mais em nossas mãos surpresas assim! (KZL)”
O Prêmio CARÍSSIMA LIBERDADE, destinado a filmes realizados com apoio estatal direto, foi merecido pelo longa-metragem “Boi Aruá”, de Chico Liberato, da Bahia, pela “alegria de descobrir uma pérola escondida é sempre especial. Sobretudo quando ela vem à tona em meio a um festival, onde inúmeros filmes disputam um lugar ao sol. Pois este ano, esta pérola surgiu devido a uma das características mais bacanas da Mostra do Filme Livre: aceitar filmes realizados em qualquer ano. De 1983, período em que o cinema brasileiro encontrava-se um tanto sem rumo, nos chegou um filme único dentro do seu gênero, propondo de forma elaborada e inteligente a transposição de uma cultura popular bastante específica para um contexto cultural mais amplo, sem medo de enfrentar a miríade de questões que isto provoca. Por buscar numa manifestação autenticamente brasileira a matéria-prima de sua ficção e de sua forma, Boi Aruá constrói uma possibilidade de cinema que inaugura-se e encerra-se em si mesma, já que à parte de alguns curtas-metragens, a maioria em tom anedótico, a literatura de cordel nunca alimentou uma produção audiovisual de forma tão completa e bem-sucedida quanto neste filme. A ele concedemos, portanto, um prêmio especial de re-reconhecimento, neste ano de 2009, e os votos de que seja visto e conhecido por uma parcela muito maior de espectadores e cinéfilos brasileiros. ”
(Tatiana Monassa, júri da MFL 2009).
Publicado por Fausto Junior em 08 Mai 2009 | sob: Notícias

Três videos baianos foram selecionados para o Festival de Vídeo Tela Digital:
- Dona Corina, de Rafael Jardim - programa número 08
- Malabares de Fogo, de Nelson Antônio, que será exibido domingo (10/05), no Tela Digital, às 19h30 na Tv Brasil.
- Visita Íntima: Revista Corporal, de Isaac Donato, exibido na primeira edição do programa.
Assista o Festival de Vídeo Tela Digital aos domingos, às 19:30 h na TV Brasil ou na internet.