Terça, 24 de Junho de 2008
Arquivo Diário
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Publicado por Fausto Junior em 24 Jun 2008 | sob: Notícias

O curta-metragem baiano 10 Centavos, do diretor estreante César Fernando de Oliveira, recebeu SEIS TROFÉUS durante a premiação do 31º FESTIVAL GUARNICÊ DE CINEMA, EM SÃO LUIS DO MARANHÃO, que aconteceu entre os dias 15 e 21 de junho . O filme abocanhou os prêmios de Melhor Ator para Jorge Júnior, de Melhor Direção, Melhor Ficção, Melhor Filme Nacional (Júri popular), Melhor Filme Nacional (Júri técnico) e ainda o Troféu Jangada de Melhor Filme.
Veja lista completa de vencedores em www.festivalguarnice.com.br
10 CENTAVOS recebeu também, no último dia 13 de junho, o PRÊMIO DE MELHOR ATOR PARA JORGE JÚNIOR, protagonista do filme, no FLORIANÓPOLIS AUDIOVISUAL MERCOSUL (FAM 2008).
CARREIRA INTERNACIONAL - em dezembro de 2007, 10 CENTAVOS recebeu o PRÊMIO UNICEF, concedido pelo FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINE DOCUMENTAL E CURTAS DE BILBAO (ZINEBI 49 / ESPANHA). E recentemente esteve no mais importante mercado internacional de curtas do mundo, O SHORT FILM CORNER DO FESTIVAL DE CANNES 2008, FRANÇA, e no FESTIVAL INTERNACIONAL DE SHANGHAI. Em julho 10 CENTAVOS vai está no 10ª FESTIVAL INTERNACIONAL DE FILMES DA JUVENTUDE DE SEOUL 2008, CORÉIA.
O CURTA - 10 Centavos é a primeira realização em 35 mm, do diretor César Fernando de Oliveira, que se formou em 2006 no Curso de Cinema e Vídeo da Faculdade de Tecnologia e Ciências de Salvador. Ele já havia realizado alguns vídeos exibidos em mostras e festivais de cinema. Apesar de se tratar de uma história realista, o diretor teve a preocupação de revelar um novo olhar sobre o tema e o local (Centro Histórico de Salvador) de maneira não só simples, mas também poética.
O filme conta à história de um garoto que mora no subúrbio ferroviário e trabalha como guardador de carros, no bairro do Carmo, Centro Histórico de Salvador. 10 Centavos acompanha a vida desse garoto desde as primeiras horas da manhã até a noite, revelando a luta pela sobrevivência, desconstruindo a idéia de que meninos de rua não têm valores éticos e morais. Ao longo desse dia de trabalho ele se relaciona com pessoas de diversas camadas sociais que compõem o cenário da cidade. Pessoas que estão, do mesmo modo que ele, na luta pela sobrevivência financeira: alguns o olham com desprezo, outros com compaixão; às vezes encontra apoio, às vezes suscita ódio.