Junho 2008
Arquivo Mensal
Arquivo Mensal
Publicado por Fausto Junior em 30 Jun 2008 | sob: Notícias
o curta-metragem “A Lenda da Lagoa Vermelha” do diretor Eutímio Carvalho acaba de ser premiado na Mostra de Vídeo Independente de Porto Alegre. O curta ficou com os seguintes prêmios pelo voto popular.
Melhor Filme
Melhor Roteiro (Eutímio Carvalho e Luiz Augusto)
Melhor Atriz (Terezinha Garcez)
Publicado por Fausto Junior em 28 Jun 2008 | sob: Notícias
A comissão julgadora, responsável pela seleção de projetos para as Oficinas Produire au Sud/Salvador, divulgou os seis selecionados, escolhidos dentre os 35 inscritos. Alerta ainda para o fato que, além de contar com orientação de profissionais do Brasil e do exterior, os seis projetos vão ganhar uma vitrine no III Encontro de Produtores, que também integra as atividades do IV SEMCINE - Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual da Bahia.
O Workshop Produire au Sud/Salvador será realizado entre 22 e 25 de julho, resultado de uma parceria entre o IV SEMCINE e o Produire au Sud (Nantes, França). A iniciativa conta com o apoio da Embaixada da França no Brasil, Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, Festival des Trois Continents (Nantes) e Dimas – Diretoria de Artes Visuais e Multimeios.
Da Bahia foram selecionados PERTO DO CÉU, de Renata Rezende (pela Araçá Azul) e TROPYKAOS, de Daniel Lisboa (pela Cavalo do Cão).
Projetos selecionados (produtoras em ordem alfabética):
- Academia de Filmes (São Paulo): IDENTIDADE
Produtora: Cristina Fantato | Diretor: Tadeu Jungle
- Araçá Azul (Bahia): PERTO DO CÉU
Produtora: Solange Lima | Diretora: Renata Rezende
- Camisa Listrada (Minas Gerais): O MENINO NO ESPELHO
Produtora: André Carrera | Diretor: Guilherme Fiúza
- Cavalo do Cão (Bahia): TROPYKAOS
Produtora: Tenille Bezerra | Diretor: Daniel Lisboa
- Pródigo Filmes (São Paulo): ESTAÇÃO LIBERDADE
Produtor: Francesco Civita | Direção: Caio Fabrício Ortiz Jr.
- WG7BR (Paraná): O AMOR DE CATARINA E A CAIXA DE SAPATOS
Produtora: Monica Rischbieter | Diretor: Gil Baroni
Publicado por Fausto Junior em 27 Jun 2008 | sob: Notícias
Faltam 15 dias para o encerramento das inscrições para o DocTV IV.
Informações e inscições em www.irdeb.ba.gov.br/doctv
Publicado por Fausto Junior em 26 Jun 2008 | sob: Quartas Baianas

“Quartas Baianas” é um projeto da Diretoria de Artes Visuais e Multimeios (Dimas) da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), em parceria com a Associação Baiana de Cinema e Vídeo (ABCV) para a exibição de filmes ou vídeos toda quarta feira.
Horário: 20h
Local: Sala Walter da Silveira - entrada franca.
DIA 02/07 - 20h
O Corneteiro Lopes
Direção: Lázaro Faria
Documentário/ 2002
Duração: 20 min.
35 mm
O filme se passa no interior da Bahia, onde é travada a última batalha pela inde-pendência do Brasil. O exército brasileiro, depois de tanto resistir, está a ponto de perder as forças e começa a retroceder. Cabo Lopes, o corneteiro da tropa, um português que luta pela independência do Brasil, vive um drama pessoal. Apaixonado por uma escrava, mulher de um companheiro de trincheira, sabe o fim que o aguarda se os portugueses vencerem a guerra…
3 Três Histórias da Bahia
Diretores: Sérgio Machado, Edyala Yglesias, José Araripe Jr
Ficção em 3 episódios, 2001
Duração: 96 min.
35 mm
O filme apresenta três episódios:
Agora é Cinza: Texeirinha é Rei Momo há mais de 30 anos. As autoridades resolvem realizar um concurso para escolha de um novo rei. Os habitantes de Periperi o convencem a participar do concurso, em que é derrotado. Quando tudo parece perdido, Iemanjá inspira os moradores do subúrbio uma saída: um carnaval alternativo, onde exerce pela última vez sua majestade.
O Pai do Rock: Sangueroska (Daniel Boaventura), Big Bill (George Vassilatos), Tatoo (Oswaldinho Mil) e Cabeça de Ropinol (Fábio Lago) vivem um grupo baiano de hard rock que se retira durante o carnaval para gravar uma fita demo. A visita de uma empresária endiabrada (Ingra Libertao) irá mudar o destino da banda e colocá-la nas parada de sucesso. Segue foto do grupo.
O Diário do Convento: A partir de cartas encontradas por uma escritora
paulista, num convento, o filme conta o drama de Maria da Paixão,
religiosa do séc. XVIII enclausurada aos 13 anos de idade.
Produtor: Moisés Augusto, Montagem: Maí Tavares,
Fotografia: Antonio Luis Mendes e Hamilton Oliveira
DIA 09/07 - 20 h
Além do jejum… As verdades do Velho Chico
Direção: Carlos Pronzato
Documentário/ 2007
Duração: 60 min.
De 27 de novembro a 20 de dezembro de 2007, o Bispo franciscano da diocese de Barra, interior do Estado da Bahia, frei Luiz Flávio Cappio, fez novo jejum se recolhendo na Capela de São Francisco, Sobradinho (BA), em protesto contra a retomada do projeto do governo de transposição das águas do rio.
Organizar, Ocupar e Resistir
Direção: Carlos Pronzato
Documentário. 2004.
Duração: 45 min.
O Movimento dos Sem Teto de Salvador - MSTS surgiu na cidade em julho de 2003, com o objetivo de construir uma alternativa de moradia para todas as famílias que vivem a triste realidade do déficit habitacional de Salvador…
DIA 16/07 - 20 h
Eu Vi a Coluna Prestes Passar
Direção: Miguel Carneiro
Documentário. 2003
Duração: 23 min
Aborda a trajetória da passagem da lendária Coluna Prestes na manhã de 23 de junho de 1926 pelas cidades de Pé de Serra e Riachão de Jacuípe.
Preto no Branco
Direção: Joel de Almeida
Documentário. 1999
Duração: 25 min.
Conta um dia na vida de quatro vendedores ambulantes de cafezinho na cidade de Salvador.
DIA 23/07 - 20 h
O Pistoleiro
Direção, Oscar Santana.
Ficção, 1975.
Duração: 110 min.
História de três matadores de aluguel, bem ao estilo dos que atuam no Nordeste brasileiro. Um deles é veterano na profissão, já com a índole criminosa impregnada. Outro é ingênuo, quase débil mental, e o terceiro, o circunstancial…
DIA 31/07 - 20h.
Mestre Vitorino , Histórias do Barro
Direção: Bianca Moreira e Thalita Nascimento
Documentário. 2008.
Duração: 23 min.
Documentário que mostra a vida e a obra do Mestre Vitorino Moreira, que sobrevive da cerâmica há 70 anos em Maragogipinho, onde a cultura da cerâmica é tradição desde os índios Tupi-guaranis, que povoaram a região há mais de 300 anos.
Publicado por Fausto Junior em 24 Jun 2008 | sob: Notícias

O curta-metragem baiano 10 Centavos, do diretor estreante César Fernando de Oliveira, recebeu SEIS TROFÉUS durante a premiação do 31º FESTIVAL GUARNICÊ DE CINEMA, EM SÃO LUIS DO MARANHÃO, que aconteceu entre os dias 15 e 21 de junho . O filme abocanhou os prêmios de Melhor Ator para Jorge Júnior, de Melhor Direção, Melhor Ficção, Melhor Filme Nacional (Júri popular), Melhor Filme Nacional (Júri técnico) e ainda o Troféu Jangada de Melhor Filme.
Veja lista completa de vencedores em www.festivalguarnice.com.br
10 CENTAVOS recebeu também, no último dia 13 de junho, o PRÊMIO DE MELHOR ATOR PARA JORGE JÚNIOR, protagonista do filme, no FLORIANÓPOLIS AUDIOVISUAL MERCOSUL (FAM 2008).
CARREIRA INTERNACIONAL - em dezembro de 2007, 10 CENTAVOS recebeu o PRÊMIO UNICEF, concedido pelo FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINE DOCUMENTAL E CURTAS DE BILBAO (ZINEBI 49 / ESPANHA). E recentemente esteve no mais importante mercado internacional de curtas do mundo, O SHORT FILM CORNER DO FESTIVAL DE CANNES 2008, FRANÇA, e no FESTIVAL INTERNACIONAL DE SHANGHAI. Em julho 10 CENTAVOS vai está no 10ª FESTIVAL INTERNACIONAL DE FILMES DA JUVENTUDE DE SEOUL 2008, CORÉIA.
O CURTA - 10 Centavos é a primeira realização em 35 mm, do diretor César Fernando de Oliveira, que se formou em 2006 no Curso de Cinema e Vídeo da Faculdade de Tecnologia e Ciências de Salvador. Ele já havia realizado alguns vídeos exibidos em mostras e festivais de cinema. Apesar de se tratar de uma história realista, o diretor teve a preocupação de revelar um novo olhar sobre o tema e o local (Centro Histórico de Salvador) de maneira não só simples, mas também poética.
O filme conta à história de um garoto que mora no subúrbio ferroviário e trabalha como guardador de carros, no bairro do Carmo, Centro Histórico de Salvador. 10 Centavos acompanha a vida desse garoto desde as primeiras horas da manhã até a noite, revelando a luta pela sobrevivência, desconstruindo a idéia de que meninos de rua não têm valores éticos e morais. Ao longo desse dia de trabalho ele se relaciona com pessoas de diversas camadas sociais que compõem o cenário da cidade. Pessoas que estão, do mesmo modo que ele, na luta pela sobrevivência financeira: alguns o olham com desprezo, outros com compaixão; às vezes encontra apoio, às vezes suscita ódio.
Publicado por Fausto Junior em 23 Jun 2008 | sob: Notícias

Quarenta autores de todo o Brasil vão participar das oficinas de formação e de realização audiovisual do projeto, que viabiliza a produção de vídeos digitais a partir de histórias escritas por moradores de municípios com até 20 mil habitantes. Da Bahia quatro foram selecionados.
O Revelando os Brasis Ano III anunciou a lista de 40 moradores de pequenas cidades que participarão das oficinas de formação e de realização audiovisual do projeto, que viabiliza a produção de vídeos digitais a partir de histórias escritas por autores residentes em municípios com até 20 mil habitantes.
Revelando os Brasis é realizado pelo Instituto Marlin Azul e pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, com patrocínio da Petrobras e parceria do Canal Futura.
Para chegar à lista de 40 autores selecionados, a Comissão de Seleção leu e avaliou 671 histórias inscritas por pessoas de todas as regiões do País. Ao todo, o projeto recebeu 712 inscrições, mas foram desclassificados os candidatos abaixo de 18 anos de idade e os moradores de municípios acima de 20 mil habitantes.
Dezoito Estados têm histórias selecionadas: Bahia (4 histórias), Minas Gerais (4), São Paulo (4), Acre (3), Paraná (3), Rio de Janeiro (3), Rio Grande do Norte (3), Ceará (2), Espírito Santo (2), Goiás (2), Paraíba (2), Pernambuco (2), Mato Grosso do Sul (1), Pará (1), Rondônia (1), Rio Grande do Sul (1), Santa Catarina (1) e Tocantins (1).
De acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui 5.568 municípios; desses, 4.006 têm até 20 mil habitantes.
Cursos - Os autores participarão do Curso de Formação e Realização Audiovisual, entre os dias 24 de junho e 05 de julho, no Rio de Janeiro, com todas as despesas pagas. O curso oferecerá oficinas de introdução à linguagem audiovisual, roteiro, direção, produção, fotografia, som, edição, direção de arte, pesquisa, mobilização, direitos autorais e comunicação colaborativa.
Após os cursos, os selecionados retornarão a suas cidades para transformar as suas histórias em vídeos com até 15 minutos de duração. Nessa fase, eles contarão com o apoio de uma produtora regional que irá providenciar os equipamentos de câmera e de som digitais.
Os vídeos - Nas duas primeiras edições do projeto, entre 2004 e 2006, foram produzidas 80 obras, entre ficções e documentários. Os vídeos realizados pelo projeto são apresentados em suas comunidades através do Circuito Nacional de Exibição do Revelando os Brasis, que leva uma tela de cinema para os municípios. As produções também são exibidas no programa de TV que vai ao ar pelo Canal Futura. A partir de 2008, os vídeos do projeto também serão lançados em DVD com distribuição gratuita entre organizações sociais e culturais, bibliotecas, universidades e cineclubes de todo o Brasil.
A Comissão de Seleção - A Comissão de Seleção do Revelando os Brasis Ano III foi formada pelos seguintes profissionais: Ana Luiza Azevedo (diretora e roteirista), Bete Jaguaribe (jornalista e professora dos cursos de Jornalismo e Audiovisual e Novas Mídias da Universidade de Fortaleza), Cássio Starling Carlos (crítico de cinema da Folha de S. Paulo), Helena Aragão (coordenadora editorial do site Overmundo), Joana Nin (jornalista e professora da pós-graduação em Cinema Documentário da Fundação Getúlio Vargas), João Alegria (supervisor artístico do Canal Futura) e Patrícia Monte-Mór (antropóloga e professora do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro).
Os selecionados
Da Bahia os selecionados foram:
Abimael Borges dos Santos
História: Caminho de Feira – A Universalidade Cultural da Feira Livre de Sátiro Dias
Sátiro Dias – BA
Delmar Alves de Araújo
História: Jardim de Plástico
Lençóis – BA
Djenane Ferreira da Silva Correia
História: Dona Joana: Seus Ternos e Danças
Água Fria – BA
Edson Silva de Jesus
História: Os Vendedores Ambulantes de Beiju de Coco
Sapeaçu - BA
Veja lsita completa e mais informações sobre o programa no endereço www.revelandoosbrasis.com.br
Publicado por Fausto Junior em 20 Jun 2008 | sob: Notícias
Professor: JOHN HOWARD SZERMAN
Master of Arts of the Royal College of Art in Film and Television

O curso tem por objetivo contribuir para a formação de profissionais em produção audiovisual e ajudar novos cineastas e videastas, oferecendo noções técnicas básicas de cinema e vídeo, mostrando, passo a passo, como produzir um trabalho audiovisual. Administração, da pré-produção às filmagens e à pós-produção, o roteiro, decupagens, análise técnica, organograma e fluxograma, orçamento, equipamentos de câmera, som, iluminação e maquinária, aluguel de locações e estúdio, equipe técnica, elenco, alimentação, hospedagem, efeitos especiais, relatórios, tabelas e ordem do dia, montagem e edição de som, laboratórios e estúdios de som, telecinagem e kinescopagem, legislação profissional.
Uma apostila no valor de R$50,00 será oferecida aos alunos que cumprirem o programa.
Serviço:
Curso: “A PRODUÇÃO EM FILMES E VÍDEOS”
Prof: John Howard Szerman, MA/RCA
Local: FACOM/UFBa (Campus de Ondina)
Período: 07 a 16 de julho de 2008
Horários: Turma 1(manhã); 10h às 12h. Turma 2 (tarde): 16h às 18h
Nº de Vagas: 40 (quarenta).
Informações e inscrições pelo site www.uthopiacursos.com.br e
FAPEX, Rua Caetano Moura, 140, Federação, Salvador-Ba.
Tel.: 71 3183-8460.
Das 8 às 12h, 14 às 17h.
E-mail: fapex@fapex.org.br
Inscrições: R$490,00 (quatrocentos e noventa reais), através de depósito bancário, dinheiro ou cheque.
Produção Executiva: Márcia Nunes (71 9162-6768)
E mail: mnunes28@yahoo.com.br
Professor: John Howard (61 3368-3449/3368-6030)
E mail: cult2005@yahoo.com.br
JOHN HOWARD SZERMAN
cineasta com Mestrado em Cinema e Televisão pelo Royal College of Art (Londres) e Certificado KUDELSKI S/A em operação e manutenção de gravadores NAGRA, é inglês, tendo vivido por muitos anos no Brasil, trabalha em cinema, vídeos e televisão, em projetos experimentais, ficcionais e documentários, desde 1969, recebeu prêmios no Brasil e no exterior pelo seu trabalho como roteirista, diretor e técnico pelo BFI – British Film Institute, Prêmios Kikito, Sol de Prata e Candango. Integrou as equipes de Jean-Luc Godard – como cameraman e editor - e de Glauber Rocha – como diretor de fotografia e cameraman de “A Idade da Terra”, trabalhou em direção de fotografia e câmera com alguns dos mais importantes diretores de fotografia do mundo: como assistente de câmera de Freddie Young (“Lawrence of Arábia”, “Dr. Jivago”); como co-diretor de fotografia com Peter Biziou (“The Wall”, “Mississipi em Chamas”, “O Expresso da Meia-Noite”) e Ricardo Aronovich (“Providence”, “Missing”, “La Famille”). Dirigiu 39 filmes e trabalhou em mais de 50 filmes e vídeos curtas, longas e documentários, dezenas de comerciais e filmes institucionais. Foi diretor artístico da TV BÚZIOS, editor de programas como ‘C&A Shop Show’ e ‘Documento Especial’ da extinta TV MANCHETE. Dirigiu o programa ‘Caravana do Amor’ da TV Bandeirantes. Desde 1993, é fundador e Secretário Geral da ONG Conferência Nacional de Cultura – CULT.
Na área acadêmica, deu diversos cursos na Inglaterra, Escócia, França e Suíça. No Brasil, ocupou a cadeira de Cinema no Curso de Comunicação Social da Faculdade da Cidade (Rio de Janeiro) entre 1982 e 1988, ministrou diversos cursos de extensão naquela Faculdade, na Casa de Cultura Laura Alvim, no Centro Cultural Cândido Mendes, na Fundação Cultural do Estado da Bahia, na Funarte; em Brasília, no Espaço Cultural Renato Russo – 508 Sul, Sala Alberto Nepomuceno, Espaço Cultural do Ministério da Cultura, Academia de Tênis, entre outros.
Publicado por Fausto Junior em 19 Jun 2008 | sob: Notícias
A reunião semanal da ABCV teve como convidado no dia 18 de junho o cineasta e Diretor-geral do IRDEB, Pola Ribeiro.
Com a sala cheia (cerca de 40 pessoas), Pola fez um painel geral sobre o que tem sido feito e os projetos em andamento em relação ao audiovisual na Bahia: a aproximação cinema e TV; editais e licitações; o pólo ou rede audiovisual, onde se começa a criar um ambiente favorável ao desenvolvimento de toda a cadeia produtiva do audiovisual no estado.
Em abril a convidada foi Sofia Federico, Diretora da DIMAS, e para julho está programada a presença do Secretário Estadual de Cultura, Márcio Meirelles.
As reuniões da ABCV acontecem todas as quartas a partir das 18:30 h na Sala de cursos da DIMAS, Barris e são abertas ao público.
Publicado por Fausto Junior em 19 Jun 2008 | sob: Notícias
Depoimento de Solange Lima, Presidente da ABD Nacional, sobre a saída de Orlando Senna da Direção Geral da EBC - Empresa Brasil de Comunicação:
Hoje o meu Diretor de Comunicação na ABD Nacional, Cândido Alberto da Fonseca, ao receber a notícia da saída do Orlando Senna, citou a frase do filme “Coronel Delmiro Golveia” que não por acaso tem como Roteirista o próprio Orlando Senna: “Atiraram no Coronel e mataram a Fábrica”…
Confesso que ainda estou em estado de choque. Recebi a noticia em pleno festival de Ouro Preto, onde tratávamos do tema memória do Cinema Nacional.
Recebi a notícia quando na tela iniciava-se a projeção do filme TERRA EM TRANSE, do Glauber Rocha. Parecia ironia do destino, ver todo o tema de hoje na tela de ontem. Parecia que voltava no túnel do tempo.
Então fiquei pensando como convocar a nossa classe a reagir, a não entregar de bandeja mais um sonho pelo qual lutamos.
Então fui rever o “Coronel Delmiro Golveia” filme do Geraldo Sarno, roteirizado por Senna, e me detive na cena que abre o primeiro bloco do filme com o incêndio que provoca a fuga de Delmiro do Recife.
Onde o Coronel Delmiro fala: “Pra me atacar, pra me destruir, os chacais de Rosa e Silva e desse governadozim fi-duma-puta tacaram fogo no único mercado onde o povo podia matar a fome”.
Depois me chamou atenção a segunda parte onde vemos Delmiro Gouveia e a indústria nacional, encurralada pelo capital estrangeiro…
E mais uma frase de um dos operários da fábrica ecoavam nos meus ouvidos:
“Seu Delmiro mandou a gente fazer a fábrica, a gente fez. Os inglês veio e mandou quebra as máquinas e derrubá no rio. A gente quebrou e derrubou”.
Então pensei fomos convocados para criar uma TV Pública, brigamos e acreditamos que mesmo não vencendo em todos os itens estávamos implantando uma nova TV no Brasil e que estaríamos dando um novo passo que esta estaria sendo ajustada aos poucos, sem “assustar” os que contra ela lutavam.
E ai vem a Direção desta TV e nos diz que é para esquecer este modelo, quebrar tudo e apoiar um projeto que não nos contempla, que não é o que apostamos. Vamos obedecer? Vamos nos calar?
Ainda no 2º bloco do filme, já no final, Angiquinho em off, na sua narrativa conduz a cena, explicando: “Agora, o povo daqui nunca esqueceu o Coronel. A fraqueza do Coronel é que ele era só, sozinho mesmo, e aí atiraram nele e mataram a fábrica. Tenho pra mim que ele foi como um exemplo pra nós tudo”.
Acredito que a atitude do Orlando Senna também é um exemplo para todos nós. Sai em silêncio, com classe, sem atacar ninguém, acredito que também por ética, mas também e principalmente, por acreditar que ainda há uma chance para tentar salvarmos esta TV que pode ainda ser Pública.
Então, vamos deixá-lo só? ou vamos pegar este ato corajoso de um homem com quase 70 anos, mas que não tem medo de arriscar tudo em nome de algo maior que é o respeito pelo povo que nele acreditou e por isso apostou neste projeto? Quantos no seu lugar não estaria garantindo a segurança para o futuro de uma velhice “tranqüila” e sem problemas $$$$…?
Vamos nos unir e cobrar a TV que apostamos e acreditamos ser a saída não só para a visibilidade dos nossos filmes, mas de toda uma produção independente no nosso pais.
E finalizando ainda com o filme do Sarno e roteiro do Orlando, o Angiquinho continua: “penso também que o dia em que o povo fizer as fábrica pra ele mesmo aí num tem força no mundo qui pode quebra nem derruba, porque num tem força maior que o do povo trabalhador, que trabalha, como as máquinas, e pensa, que nem gente”.
É isso ai, se entendermos que a TV Pública é uma fábrica que nos pertence, fabrica de fomento e escoamento para as nossas produções, fabrica para levar às telas de cada lar e cada região do País a imagem do verdadeiro Brasil, fábrica onde a diversidade cultural vai estar de fato nas telas e não uma caricatura do nosso povo com falsos sotaques estereotipando um povo como vemos por aí. Vamos de fato ter uma TV Pública onde todos tenham voz e vez. Independente de quem apostou ou não no projeto, mas onde todo o Brasileiro poderá exibir o seu produto, entreter, debater, e transformar uma nação.
Mas para isso temos que nos unir sem siglas, sem partido, mas enquanto povo, enquanto operários da sociedade brasileira para juntos exigirmos uma TV PÚBLICA que de fato retrate a alma do nosso povo e que projete nas telas a riqueza da pluralidade do nosso País!!!!
Vamos ao Planalto, vamos ao Congresso Nacional, vamos aos ministros, vamos ao Presidente da República, vamos à TV Brasil e onde mais preciso for, dizer que a TV nasceu Publica e não pode se enterrar privada. Que as pessoas que criaram este projeto da TV Pública não podem ser descartadas como se não tivesse mais utilidade já que o projeto passou e está no ar. Pois a classe deu um voto de confiança a estas pessoas que já estiveram na classe e hoje estiveram ou estão gestores desta TV.
Solange Lima
Presidente da ABD Nacional
Publicado por Fausto Junior em 18 Jun 2008 | sob: Notícias
Mensagem de Orlando Senna ao se afastar da direção da EBC - Empresa Brasil de Comunicação:
Prestando contas
Companheiros da atividade audiovisual (trabalhadores da luz, como diria
Fernando Birri):
Estou me afastando da direção geral da EBC-Empresa Brasil de Comunicação,
operadora da TV Brasil, após oito meses de intenso trabalho e muitas
dificuldades em sua difícil fase de implantação. Considerei essa missão, a
mim confiada pelo presidente Lula, como uma extensão da minha gestão
enquanto Secretário do Audiovisual do MinC (2003/2007), sob a regência do
ministro Gilberto Gil. Uma extensão das políticas públicas voltadas para a
televisão e para as convergências tecnológicas, midiáticas e empresariais da
comunicação eletrônica de massa que foram implementadas pela Secretaria do
Audiovisual.
Essas políticas, priorizadas pelo governo, estiveram focadas desde 2003 ‹
meu primeiro ato como secretário foi extinguir o Canal Cultura e Arte, um
programa do MinC para canais fechados, que ninguém via, e anunciar as ações
voltadas para a televisão aberta e para a televisão pública, em seguida
implementadas e hoje em execução. Ações norteadas pela criação e aplicação
de novos modelos de negócios, adequados ao cenário audiovisual que estamos
vivenciando em escalas nacional e planetária, concretizadas em programas
como DOCTV, DOCTV Ibero-americano, o futuro DOCTV Língua Portuguesa,
Revelando os Brasis, Documenta Brasil, Banco de Documentários da América
Latina, Jogos BR (videogames), Programadora Brasil, Programa Setorial de
Exportação TV e outros.
A ação principal desse foco New Media foi, naturalmente, projetar um sistema
de comunicação pública de âmbito nacional, trabalho realizado no período de
quatro anos, com participação direta das emissoras e organizações dos campos
público e privado, produtores independentes e regionais, academia,
especialistas em comunicação e as diversas áreas do governo envolvidas no
assunto ‹ movimento que culminou com o Fórum Nacional de TVs Públicas, em
maio de 2007, palco da decisão e do anúncio do presidente Lula de criar a TV
Brasil (na verdade, a EBC, operadora de emissoras de TV e rádio e de uma
plataforma web). A missão de instalar a EBC foi entregue pelo presidente
Lula à Secom-Secretaria de Comunicação Social e ao recém empossado ministro
Franklin Martins.
Essa meta foi alcançada graças à tenacidade e à firmeza do ministro Gil, do
secretário executivo do MinC Juca Ferreira e de uma equipe de jovens
gestores públicos de alto quilate, dos quais devo mencionar Manoel Rangel,
Mário Diamante, Alfredo Manevy, Sérgio Sá Leitão, Paulo Alcoforado, José
Araripe e, deixados por último para serem destacados, Leopoldo Nunes e Mário
Borgneth. A minha atuação como Secretário do Audiovisual, comandando essa
equipe que gestou a TV Brasil, motivou o convite dos ministros Gil e
Franklin Martins para que participasse, também, na implantação do projeto,
convite igualmente dirigido a Leopoldo Nunes e Mário Borgneth.
Apesar das grandes dificuldades dessa fase de implantação da EBC,
conseguimos nesses oito meses montar as bases de uma rede pública de TV
envolvendo todos os Estados, conformar um projeto de programação de alto
nível, estabelecer as linhas mestras do projeto tecnológico e do
planejamento de investimentos e execução orçamentária. Também teve início a
renovação dos conteúdos que herdamos da TVE, com novos programas
jornalísticos, nova linha de documentários (África, América Latina e Ásia) e
ampla faixa para filmes nacionais de todos os gêneros. Após vários atrasos
burocráticos (um dos males que assolam a empresa), está previsto para
setembro o início de uma seqüência de lançamentos de novos programas, sob a
coordenação de Leopoldo Nunes, diretor de Programação e Conteúdos.
Deixo a EBC por discordar da forma de gestão adotada pela empresa que, entre
outros equívocos, concentra poderes excessivos na Presidência, engessando as
instâncias operacionais, que necessitam de autonomia executiva para produzir
em série, como em qualquer TV. Melhor: como em qualquer empresa que opera
emissoras de TV e rádio, agência de notícia, web e outros serviços
audiovisuais, que é o caso da EBC. Uma forma de gestão que induziu a
exoneração de Mário Borgneth, o excepcional articulador e executivo que
organizou e coordenou o seminal Fórum de TVs Públicas e que, como diretor de
Relacionamento da EBC, nesses oito meses, montou a estrutura de uma rede com
cobertura em todo o País, baseada em novos modelos de negócio e em uma
arquitetura horizontal, sem o verticalismo das redes comerciais. Uma decisão
com a qual não posso concordar.
Minha saída está motivada pela consciência de que, na forma de gestão
adotada, a Direção Geral, cargo que ocupei, não está provida da autonomia e
mobilidade necessárias para cuidar dos aspectos operacionais da empresa,
tornando-se, no atual desenho de gestão, praticamente desnecessária. Minha
atitude não significa descrença no projeto, do qual continuo ardente
defensor. A EBC terá de solucionar várias questões para alcançar o seu
objetivo de empresa pública de comunicação moderna, democrática e
financeiramente saudável. São questões no âmbito estrutural, na forma de
gestão e na definição de encaminhamentos, sobre os quais enviei documento às
instâncias superiores da empresa, no dia 30-05-2008, sugerindo ajustes e
chamando a atenção para o caráter urgente das providências. Realizados os
ajustes necessários, a EBC/TV Brasil poderá cumprir o objetivo de liderar
uma comunicação pública plural, isenta, inteligente, interativa e formadora
de cidadania.
Esses ajustes, esse processo de concretização do sonho de uma TV pública, de
uma comunicação plenamente pública, blindada contra os poderes e interesses
governamentais e econômicos, só chegará a bom termo (como todos sabemos) com
a participação direta da sociedade. Nesta fase crucial de instalação da EBC
a ação das entidades e das personalidades que se fizeram ouvir no Fórum de
TVs Públicas, na Carta de Brasília, na aprovação no Congresso se torna ainda
mais importante e decisiva. E que outras entidades e personalidades se somem
a esse labor de vigilância constante e atuação propositiva, garantindo a
presença majoritária da produção independente e regional na programação
televisiva, radiofônica e web, a horizontalidade da rede, a independência
editorial, o jornalismo isento, a vinculação da empresa a algum ministério
(lutemos, por exemplo, por uma fundação pública de direito privado).
Tenho a agradável sensação de dever cumprido e agradeço do fundo do coração
a confiança em mim depositada, nesses cinco anos e meio, por Gilberto Gil,
por Lula e pelos trabalhadores audiovisuais, elevando-me ao honroso posto de
Secretário do Audiovisual e, como extensão, à equipe de implantação da EBC.
Agradeço emocionadamente aos meus companheiros trabalhadores audiovisuais, a
quem me dirijo nesta mensagem, pelo ininterrupto respaldo que me
proporcionaram com seus apoios, oposições, idéias, inspirações, sugestões,
estímulos, cobranças, toda essa gama viva e pulsante de uma relação que
entendi, que senti, como uma sintonia de respeito e carinho.
Abraços e beijos de um velho roteirista e cineasta em disponibilidade na
praça.
Orlando Senna